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Debora King

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Diários

Das saudades que ficaram… no andar do tempo

Os dias que se seguiram

Hoje a saudade foi…

Dia 16 – … Continuar lendo “Das saudades que ficaram… no andar do tempo”

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Das saudades que ficaram… dia após dia.

Os primeiros 15 dias

Hoje a saudade foi…

Dia 1 – … Continuar lendo “Das saudades que ficaram… dia após dia.”

Não vai

Tudo o que  eu queria hoje era um “não vai”. Eu queria que me pegasses do braço e me dissesses que eu não sou tão bonita assim, tão inteligente assim, tão legal assim mas que querias que eu ficasse ao teu lado porque gostas de mim. Não gostas.

E é esse teu “então tá” depois do meu ponto final o que me devasta, porque o teu conformismo abre um vão dentro de mim e eu já não sei mais se eu não morri. E quando eu leio e releio o teu ‘então tá’ eu ouço a tua voz fazendo eco naquele ‘então tá’… e nem no eco eu ouço o “FICA” que eu tanto quis.

Amanheço como quem está numa cama de hospital depois de uma amputação. Meu próprio veneno me gangrenou e a mim não restou nada senão te tirar daqui.

E o teu fantasma sorrindo por perto de mim é um incômodo inexistente numa parte que arranquei.

Então tá. Tá, então. Quero duas doses de conformismo e uma cartela inteira de comprimidos de indiferença. Quem sabe assim eu suicido meu emocional que não sabe se comportar e anda correndo nu por aí.

Achado em diários: A questão da culpa

Hoje conversando com uma colega sobre coisas completamente aleatórias o papo foi mudando tanto que acabou se convertendo em algo grave, fundo e, de certa forma… tocante.

As culpas que levamos na bagagem por muito tempo, se não para sempre. Aquelas que nada apaga ou compensa, as culpas que não se tornam mais leves e que o tempo faz questão absoluta de tornar mais pesadas ainda.

Penso que qualquer ser humano com o mínimo de bom senso e uma pontinha de auto-avaliação tem suas culpas debaixo dos olhos, sob vigilância,  sejam elas veladas ou escancaradas.

Qual o conceito de culpa? Por que sentimos isso? Será que nos culpamos direito? Existe jeito certo e errado para nos culparmos?

Pensamos… logo nos culpamos.

O fato é que certas coisas são inevitáveis e a vida opta por nossos caminhos em ocasiões em que ninguém além de nós deveria optar. É o tal do ka. O que quero dizer é que, por vezes, a vida não nos deixa opções… e aí resta a nós a atitude corajosa perante os percalços impostos ou a covardia de fugir. Por vezes, ainda, nem coragem nem covardia nos sobram: sobra o conviver com a tempestade. E é aí que a culpa acha brecha para se instalar.

Essa menina de quem falei leva a culpa dela como quem leva uma bola de ferro presa ao tornozelo e todos os dias a vida relembra ela. E ela vive com isso. É uma pessoa de personalidade forte, séria e decidida; o mundo não pára ela a menos que ela o permita.

Fico pensando nas minhas culpas nessa hora e vejo que elas são nada. Mas são minhas e não há dia que amanheça em que eu não perceba meu grilhão ali. Culpar aos outros não me bastou, eu só não sabia que as minhas culpas tinham dono…

… e era eu mesma

Cheap song of a cheap love

* o poema abaixo foi encontrado em um diário meu de mais de 3  invernos atrás. Optei por não revisá-lo e manter os erros originais porque respeito as minhas fases, por mais patéticas que elas tenham sido no passado.

 

 
The palid darkness surrounding
we both in a little breeze of lightstanding
Little by little we’re one another killing
And, silently, the bleak rest of our love is dying

Just the tears and screams ‘rounding’
All the hope, dreams and plans ending
No more blanks to fill and no feeling
it just had enough tears for crying

No breath for walking together
And no faith for hand in hand
The wishes… are just like wishes… as wishes are wishes
Dreams are for sleepers

Once upon a time there were dreams
That just the time (alone) vanishes
No more fears or aches, just the end, madams
Because no secret known by two exists.

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