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Debora King

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Crônicas

As estações e o ciclo do coração

     Depois de um inverno rigoroso, o sol sempre volta a brilhar. Continuar lendo “As estações e o ciclo do coração”

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Pessimistas me perturbam

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Eternal Sunshine of the Loneliest Minds

     Ontem, depois de perder o sono na madrugada, acabei revendo a única historinha de amor que me comove. E Eternal Sunshine of The Spotless Minds sempre é um aprendizado novo.

     Vantagens da solidão: perder o sono, pegar uma bebidinha, assistir um filme em plena madrugada fria sem o stress de acordar alguém ou ter que se preocupar se o filme é de gosto comum, se o volume está ruim, se ele achou o filme ruim e quer mexer na minha calcinha enquanto eu quero ver o filme.

     Engraçado que hoje pela manhã, vendo a movimentação do pessoal conhecido, percebi que anda uma febre de solteiros saltitantes, alegando o quanto é bom ser solteiro, ou espalhando as vantagens deste regime afetivo. Será que o frio chegando está deixando o pessoal mais “pseudo rebelde” ou de fato estão se convencendo do quanto a solidão nos cai melhor?

     Estou há 6 anos isenta dessa desgraça que se chama vida compartilhada. Já virei perita em analisar a carência alheia e olha… de fato, fico feliz quando sou vista pelas pessoas que me conhecem como a “solteirona”, ou quando desconfiam até da minha sexualidade. Sinceramente? Acho que ainda vou continuar casada com essa solidão por muito mais tempo.

     Não acho interessante aquele processo todo da entrega, do abrir-se para o outro, de tudo o que se faz em prol de uma coisa que vai acabar ali adiante e sempre de uma forma escrota, criando dois inimigos ou dois desconhecidos. Ele tinha pau pequeno, ela era frígida, ele só queria ver filmes de ação, ela só queria assistir Friends. Ele queria XBox e ela queria sair pra beber. Finais criam a falsa impressão de que NUNCA, NADA foi compatível.  E aquele começo mágico à moda Disney cai por terra.

     Poucas vezes , quando do fim, resta algo de um passado em comum, como aquela amizade esquisita que, no fundo no fundo, lembra do teu corpo nu e fica pensando quando vai ter uma abertura pra te levar de novo pra um lugar mais íntimo, ou lembra do teu perfume, ou aquele sorrisinho maldoso que só tu tinhas, aqueles papos que viravam noites… e aquele incômodo se instala.

          É vantagem viver sem memórias. É prudente não criar novas memórias. Assim não existem remendos emocionais que possam se descosturar e soltar alguma fera faminta dentro do peito. Claro que, por vezes, faz falta uma companhia mais específica, mas já existem soluções inteligentes para isso. Algumas precisam de pilhas, outras de ar, outras ainda, só de uma bebidinha. Não é necessário que se acorde a fera dormente para que algumas solidões se resolvam bem.

     Costumo dizer que chego em casa e sinto a falta desesperadora de um marido. É a janta que não sabe se preparar sozinha, a casa que não é autolimpante, são as gatas que ainda não sabem se servir, é o meu banho que eu mesma vou ter que organizar, porque nem a toalha se dispõe a se dirigir ao banheiro sem mim. É aí que eu largo meu material, respiro fundo, ligo um som e, cantando para desopilar do dia cheio, encaminho a janta enquanto limpo o que precisa ser limpo, tomo meu banho enquanto a janta esfria um pouco, janto e me acomodo. Então, depois de estar confortavelmente instalada para os trabalhos de correção noturnos, com um filme ou um álbum nunca ouvido, meu mate e um petisco, eu penso: como é boa essa solidão.

     Não precisa de Lacuna Inc. quem se imunizou.

Não, eu não morri.

Atualmente deletar o facebook é sinônimo de suicídio social.
Facebook, sua vida.

Num tempo em que tudo é “feice“, que a badalação, o sofrimento, a ostentação e os dramas pessoais se dão numa rede social, eu preferi o anonimato.

Criei minha conta no Facebook antes de virar modinha, n0s tempos que eu era vista por louca em gostar de uma rede social tão sem graça e tão deserta. O Orkut era a badalação, e eu já não publicava mais nada por lá, nem scraps eu respondia. Gostava mesmo era dos grupos, que depois de uns anos de baixas decidiram migrar pro feicy quando a febre (isso em meados de 2011/2012) pegou e não largou mais.

Deletei meu perfil por motivos simples: privacidade e paz de espírito. A orkutização facebookiana tomou proporções incalculáveis, e atualmente ver uma página como era o “Pérolas do Orkut” é fácil, basta dar uma olhada rápida na timeline. TUDO lá é “recalque”, indiretas, piadas repetidas à exaustão e ostentação de vidas irreais. Ou pensas que aquela amiguinha linda com o drink na mão passa 24 horas com reboco na cara e bebendo?

Cansei das perguntas invasivas, cansei das indiretas sem destinatário, cansei dos gatinhos fofos avisando que “oba, é sexta-feira”. Cansei também do desespero de avisarem que é segunda-feira e das reclamações de frio e calor. Ah, e enchi o saco de ver prato de comida também, afinal, acho que todo o ser humano faz pelo menos uma refeição ao dia, mesmo que seja biscoito de areia e farinha nos confins da África.

Entendo que eu nunca tenha sido um modelo de pessoa. Mas eu sempre andei na contramão e agora não haveria de ser diferente. Existem coisas que se tornam a gota d’água e pra mim as gotas d’água foram muitas. Quanta gente que eu considerava altamente intelectualizada que se mostrou para mim um poço de ignorância no facebook? E quantos eu jurei que seriam pessoas maravilhosas pelo que conheci em pessoa física e me apavorei ao ver a máscara cair via Facebook?

Optei por continuar com meu telefone celular, que não mudou e que continua não tocando. Optei pelas pessoas de carne e osso que amo e que me amam de volta. Optei por ter mais tempo para as atividades que gosto e que deixava de lado nas horas infinitas que eu consumia procurando algo que prestasse numa rede social que só é bem utilizada em poucos casos, como os protetores animais e páginas educativas.

Sinto muita saudade sabe do quê? Dos joguinhos babacas em flash que eu curtia jogar por lá. E de alguns grupos que eu participava no tangente à troca de conhecimentos (os quais eu não vou mencionar aqui, isto não é o facebook).

Acho que deletei meu perfil em meados do fim de outubro, começo de novembro. E até agora não me bateu arrependimento, mesmo quando cruzo por algum colega na rua que me pergunta sobre o meu facebook. Também vi reações furiosas de pessoas que pensaram que eu teria bloqueado-as… aquele povo que acha que tudo é indireta. Sabe aquela filosofia facebookiana repetida pelas meninas da turma do “recalque”? Quem não procura é porque não sente falta. Sim, isso é real.

Não mudei a pessoa que sou por haver deletado meu perfil. Nem estou com pensamentos suicidas ou algo similar. Não estou me drogando e nem me candidatando a uma vaga no hospital psiquiátrico. Relaxem, eu só deletei o facebook, uma rede social nascida depois dos meus 20.

Sou do tempo que batíamos na casa do amigo pra tomar um mate, que mandávamos um sms ou ligávamos convidando pra uma cerveja no bar. Sinceramente, essa virtualização toda está fazendo com que as nossas relações sociais definhem. Muito me admira que as pessoas ainda procriem, porque num período tenso como o nosso, em que uma rede social fomenta mais ódio do que amor, é admirável que as pessoas ainda não tenham começado a grunhir enquanto ficam de olhos grudados no celular (também conectado ao feisssss).

Quem me conhece, sabe onde eu moro, se não sabe, sabe ao menos o telefone, se não sabe o telefone, sabe achar o caminho pra me encontrar… então, que fique claro, minhas portas estão abertas! (Claro, como sempre eu fui, visitas agendadas). Só aparecer, ligar, combinar alguma coisa. Eu sou quem sempre fui, vocês é que mudaram demais…

E pra você, que pensou que teria alguma indireta neste texto, lamento. Eu não deletei meu perfil pensando em ninguém além de mim mesma. 

O manifesto do horror

Com a onda atual de manifestações, ergueram-se revolucionários de final de semana como quem jogasse água em um gremlim. Monstrinhos acerebrados que não sabem nem pelo que lutam, mas lutam, gritam, esperneiam e propagam o movimento.

Claro que é interessante ver essa pseudo coragem que claramente vai desaparecer no momento que estalar a primeira bala de borracha no lombo, mas há que se convir que a maioria está tão histérica que dá ouvidos a qualquer espécie de boataria conspiratória de boteco.

É a empresa de ônibus que vai parar, é a bomba que vai explodir no meio do povão, é a escola que tem que soltar os filhos mais cedo porque senão aimeudeus. O foco verdadeiro da manifestação se perde no meio de tantas historietas sem pé nem cabeça.

Ideal seria que as pessoas focassem no que é IMPRESCINDÍVEL. PEC 33 e 37, Copa do Mundo financiada com o nosso dinheiro que deveria ser enviado pra escolas e hospitais, salários exorbitantes de parlamentares que nem sabem mais o gosto que tem uma jornada de trabalho.

São manifestações pacíficas, pacíficas como quem acaba de acordar que tem as reações limitadas por uma sonolência depois de horas de inércia. Saímos do sofá, abrimos os olhos, oi governo, agora somos cientes de todos os anos que nos acomodamos em frente a uma TV servindo de fantoches pros planos vis de vocês, estamos querendo deixar clara aqui nossa indignação com tanta palhaçada. O circo fechou, queridos.

Não que isso impeça grupos mais exaltados e menos educados de irem prender fogo. Sabe Nero? Pai deles… que queimam o próprio reino, mesmo sabendo do alto preço a pagar. E maculando o movimento dos demais pacifistas que deixam tudo intocado. Mas e o Brasil não foi sempre assim? Uma disputa de duas torcidas? Uma democracia existe até na forma de manifestar-se.

Espero, de todo meu coração, que Rio Grande faça jus ao grande movimento que se ergue atualmente. Apesar de tanta ignorância num momento como este, eu amo essa terra de gente histérica e crédula.

Foquem no que é o foco: 20/06, 17hs, Largo Dr.Pio. PACIFICAMENTEImage

O resto é o resto.

Os dezenoves

Conheço alguns dezenoves, dos incontáveis que o mundo criou. Dezenoves…de julho.
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Não me apego a datas, mas hoje é dia de ligar pra mãe e agradecer toda a força desumana feita naquele frio de julho depois de toda uma tarde de  ossos se movendo a custo de dor e ansiedade.
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Odeio o dezenove de julho, acho que podia ser riscado do calendário, mas conheço uns dezenoves bem diferentes de mim…
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Pensando em personalidades, somos similares…os dezenoves costumam ter uma inquietação perturbadora, um vazio que nada preenche. Então se metem com bateria, violão, esporte, poesia, flauta, desenho, fotografia, teatro, faculdades interminadas, croché, coral, dança e tudo que lhes caia nas mãos. É uma falta urgente, uma necessidade desesperada que nunca cessa. Sorte serem auto didatas e teimosos. Se propõem e executam, ao ritmo deles, doa a quem doer.
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Os dezenoves são duros na queda. O mundo desaba sobre eles e lá estão os dezenoves…firmes como rochas buscando soluções. São criaturas que desconhecem a força interior e a inteligência que têm. E, no meio do turbilhão, se doem escondidos pra que nem eles mesmos se vejam quando a dor escorre pelo  rosto. Acostume-se, os  dezenoves dificilmente se abrem. São ostras fechadas.
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TODO o dezenove  é  um ser de paixões. Paixões no sentido literal.  Tudo que um dezenove sente é muito intenso, seja amor, ódio, dor de barriga. E sente demais, os dezenoves são seres de sensações. Já tiveram amores de todas as formas, amores amados demais e que se quebraram…então, enquanto uns dezenoves desistiram do amor por não aguentarem sentir o fim, outros vão nisso até o fim porque a sina do dezenove é ser à flor da pele: É a música que ouvi pela  primeira vez e ficarei ouvindo ininterruptamente na função repeat por seis meses porque eu AMEI, o livro que eu leio e releio a cada novo ano e relato com olhos brilhantes e sonhadores o porquê de ele haver me estremecido de tal forma, o filme, a peça, o conto, o poema do Poe já sabido de cor, o curso universitário………
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Poderia falar da simpatia dos dezenoves, dos abraços dos dezenoves, do carinho imenso, gosto por animais, afetividade, doçura (meio azeda pra quem não compreende os dezenoves), as variações insanas de humor, o poder de fazer sorrir e rir com meia dúzia de palavras. Poderia falar dos olhos dos dezenoves, olhos que falam sozinhos. Poderia comentar a beleza deles, as manias e compulsões, poderia comentar tudo. Mas não quero.
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Eu sou um dezenove azedo. E todo o dezenove de julho eu afundo no caos. Mas nem todo o dezenove é assim. Fica minha lembrança registrada aqui para os meus (realmente) amados dezenoves:
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Élie, meu primeiro dezenove, amiga que os anos não me tiram.
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Renan, meu segundo dezenove, platonismo mais bonito que já experimentei.
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Cadu, meu mais recente dezenove, que vem me ensinando que tem algo que brilha dentro de mim, não é tudo escuridão.
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Carpe diem, dezenoves.

“os sortudos” (07/07/2009)

Incrível o fato de o mundo haver parado devido à morte do Michael Jackson.

 

Todo e qualquer website tem alguma menção ao nome dele e à fatalidade que lhe ocorreu. Parece até mesmo inevitável citar os ocorridos finais de sua trajetória. Eu não citaria isso,mas acabou tomando proporções maiores que eu esperava. A cada dia me admiro mais da maneira como deturparam os valores fúnebres.

 
O que eu poderia dizer sobre Michael é o seguinte: prefiro, sinceramente, acreditar em teorias mais conspiracionistas… ele não morreu. Motivos não me faltam para acreditar piamente nisso. Claro que atualmente todo mundo virou fã de uma pessoa que até um ano atrás estava tendo todos os dedos do mundo apontados para sua face, julgando-o pedófilo. Mas não é o meu caso, vejo ele como um dos heróis da minha infância,uma das figuras que muito admirei durante a minha vida.

 
Muito suspirei assistindo Moonwalker no Cinema em Casa, muito cantarolei “aniuátchu-uatchu”, dançando (como uma minhoca contorcendo-se numa chapa quente) que, na realidade era o refrão de Smooth Criminal e que não tem nada a ver com o que eu cantarolava… nem a dança era correspondente. Joguei Moonwalker também! Tive copinho da Pepsi com foto dele (e ai de quem usasse meu copo!!!) e chorei na noite em que ele fez show perto da minha casa e eu não pude ir por ser piázita demais… ainda assim minha mãe gravou o show, que passou na tv e eu assistia direto encantada com aquele homem que parecia flutuar. Eu queria ser a menininha do Moonwalker, essa é a verdade! Haha…

 
Quando eu soube da morte dele posso dizer que eu fiquei bem chateada, me estragou o dia. Sou da ala dos que acreditam na inocência do cara quanto aos casos de pedofilia e dos que acreditam que ele tinha vitiligo mesmo. Não por idolatria, mas por acreditar que o cara já tinha sofrido demais no passado pra retribuir na sua idade adulta descontando em crianças que não tinham nada a ver, e também por achar meio improvável a possibilidade de uma pessoa “branquear” como uma roupa que é colocada num balde de clorofina.

 

Mas, vamos ao que interessa, o que realmente vem me incomodando nos últimos tempos (além de todo o estardalhaço exagerado e repetitivo da mídia) é a questão do tal funeral. Já vamos para duas semanas que o cara morreu, passou por nada mais do que DUAS autópsias, sabe lá onde socaram o corpo do homem e ainda tem toda a função de enterro que parece não desenrolar nunca!

 

Vamos começar imaginando o estado do corpitcho, que em vida já estava em estado altamente “complexo”, nem queiramos imaginar como está por esses dias…

 
Fora o desrespeito com o corpo do falecido, é um cúmulo o tamanho do megaevento que está sendo montado para uma “despedida”. Peraê! Uma despedida para quem morreu não deveria ser um velório e um enterro? Pelo jeito não… Sorteio de ingressos, vários artistas mundialmente famosos, fila de espera, histeria por ingressos conquistados, cambistas, etc, etc, etc. Gente que tem um ingresso para o tal evento é chamado de “sortudo” e comemora como se tivesse ganho no Toto Bola. Tá, é um show do Michael, não é? O último da carreira? Não, não… é o funeral dele. As pessoas comemoram que ganharam um INGRESSO pra um funeral. Nada de anormal. Mas a mídia lembra: não esqueçam-se que este evento não é uma celebração, é um funeral! Uhummm!!! É, a gente tá vendo mesmo.

 
Os caras perderam completamente a noção, o senso do ridículo. Esse é o funeral mais Joselito que eu já vi na minha vida toda. Eu achei que depois do funeral do último papa, que nos últimos dias tinha as narinas roxas de tanto esperar seu próprio enterro, eu não veria nada mais esdrúxulo. É, vivendo e aprendendo. Vivi pra ver mais bizarria de celebridades mundiais. Blérga.

 
Pobre Michael! Sorte a dele não ter vivido pra ver isso. Melhor dizendo: Sorte a dele ter armado essa história toda pra dar risada do mundo todo re-enriquecendo os bolsinhos dele e fazendo todo esse escarcéu, devolvendo a fama por ele perdida e redesenhando ele um herói.

 
Não quero ver outras mortes famosas. Ah não quero mesmo! É muito nojento. Em todos os sentidos.

 

Divagações sobre o ego que ilude-se

“Um ego auto-suficiente é uma arma altamente perigosa por ludibriar o que os olhos pensam vislumbrar enquanto o que se pensa ver é, na verdade, uma criação do ego para iludir a si mesmo.”

 

 

Acendeu um cigarro e sentou-se. Naqueles dias só o que lhe ocorria era a busca. Mas não sabia o que buscava.
Caía uma folha aqui, outra ali, afinal estava às vésperas do outono. E só pensava na crueldade do que era a vida sempre naquele ciclo de nascer-viver-morrer. Então, por que a busca?
POR QUE A BUSCA? – perdeu o controle e perguntou-se em clara voz. Por sorte: uma rua sem transeuntes.
Divertia-se ao caminhar pela rua e, ao mesmo tempo perturbava-se por não conseguir entender como aquela gente tola podia ser tão feliz por nada. Mas isso não ajudava. Achava que nunca saberia por que buscar algo, menos ainda o que deveria buscar.
Achava que não devia questionar-se e sim buscar, mas a mente não colaborava: Por quê? O quê? Jamais seria capaz de entender que não devia procurar explicações e menos ainda percebia que sua busca era por uma resposta.
Levantou-se, passou a mão pelos cabelos e recompôs-se… era difícil parecer decente àquelas horas de uma tarde nublada.
-Um dia me esgoto – a voz saía-lhe rouca, sem propagação.
Não fazia sentido arrastar-se pela vida sem conseguir entender os mecanismos mais básicos dela. Não conseguia tirar da cabeça as qustões que, para si, eram tão essenciais. E tão urgentes.

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