A saudade se amarra a mim como um grilhão se prenderia ao tornozelo
E no fundo de notas musicais de um tempo distante eu encontro teu sorriso
É lá que me perco num amor silencioso que resiste à força do tempo
O abismo da morte não permitiu que a tua sombra
saísse do fundo da minha mente
E ainda hoje, depois de tanta lua, tanto chão,

é nos segundos raros que me ato a ti

Essa presença arraigada jamais justificada é só minha
Em segredo, nos meus sonhos, eu ouço teu riso ecoar
E é só no fundo de mim que eu posso saber que sim, é pra mim
Nem o tempo, nem o céu, nada pôde desmanchar o etéreo sentimento

E assim vai ser
No fundo de uma nota solitária na canção
Na saudade sentida que me acomete
No sonho dolorido que não evanesce
É lá que vou te manter
É lá que eu vou te amar

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