Hoje fiz uma coisa inédita na minha vida: consegui contato direto, embora virtual, com Stephen King.

Sei o quanto isso soa bizarro e patético… Mas ele faz parte da minha história e fim. Isso me basta.

Pareci idiota e tiete na mensagem enviada, isso sem mencionar o inglês truncado que usei para redigir umas linhas bem desconexas. Uma senhora cagada.

Mas, ao mesmo tempo em que sou corroída pela vergonha de mim mesma, me compreendo. São, a bem dizer, dezesseis anos dedicados à leitura dele e ao estudo de Língua Inglesa para que pudesse vir a ler os lançamentos. Era de se esperar que o nervosismo me engolisse e eu acabasse por perder todos os discursos que já ensaiei para um provável contato.

Sempre tive o véio por companhia, era mais presente na minha vida do que muitos dos meus amigos.

Dezesseis anos… É uma vida, vida esta permeada de palavras e parceiros imaginários que me prenderam a outros ondes e quandos desenhados pela mão daquele que é meu exemplo. Esta noite dei o maior passo que eu já imaginei no tangente a Stephen King. Se ele vai responder, não sei e nem espero. Só de imaginar o quão perto chegou o meu “obrigada, King” já me faz dormir em paz. Se eu for lida então, missão cumprida.

Que o ka defina os rumos dos meus rabiscos nervosos. Esta noite o meu orgulho vai além dos limites do horizonte. Eu dei meu passo.

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