Eu chego a paralisar de tanto ódio quando eu penso na ideia de te ver partindo e as vontades que me surgem são as mais viscerais. Pudesse eu… te mataria.

Me apraz cogitar a ideia de te ver sangrar como eu sangro agora, vendo teu braço se afastar, teu olho me evitar. Eu costurei teus lábios contra mim e pouco me importa se te faço doer.

QUE DOA! Que doa em ti cada ferida que se escancarou em mim, que te rasgue, que arda, que sangre… que te MATE! Porque a tua morte me doeria menos que a tua partida.

Não quero teus olhos, nem a tua voz… e nem as tuas letras. Te afasta, te aparta de mim que o meu melhor é o  meu silêncio e eu quero recomeçar assim que eu sair dessa ruína.

Te aquieta e te deita. Me deixa que te enterre porque o teu sufocamento isolado é a paga que eu preciso pra ver as minhas asas se abrirem novamente.

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