Eu desenhei a tua ausência nos cantos mais fundos da minha escuridão. E alimentei a tua falta o quanto pude para vê-la crescer no lado mais raro de mim. E ela se constituiu a ausência mais linda que já pude ver.

Eu construí a tua falta peça a peça pra levar o peso de não te ter. Eu precisava do que carregar, então nas noites tristes eu embalo a minha solidão falsamente forjada pra achar uma razão que me mantenha em pé e ocupada.

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