E em mais uma ocasião acabo por me dar por vencida quando vejo que o meu ser e meu sentir são insuficientes para imantar almas metálicas como a última que tentei atrair a mim.

Talvez eu sempre me fira tanto pela ausência de maciez tão própria dos metais que jamais se moldarão a mim.

Meu amor ao frio é o que me carrega às superfícies geladas de estruturas metálicas tão mal acabadas. Pareço achar exímia beleza na imperfeição e no caos interno onde tateio e afago os remendos de uma forja convidada à oxidação prematura.

E a culpa não é tua, querido. A culpa é de ninguém. Eu é que não sei fugir da intensidade da imperfeição.

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