Tudo o que  eu queria hoje era um “não vai”. Eu queria que me pegasses do braço e me dissesses que eu não sou tão bonita assim, tão inteligente assim, tão legal assim mas que querias que eu ficasse ao teu lado porque gostas de mim. Não gostas.

E é esse teu “então tá” depois do meu ponto final o que me devasta, porque o teu conformismo abre um vão dentro de mim e eu já não sei mais se eu não morri. E quando eu leio e releio o teu ‘então tá’ eu ouço a tua voz fazendo eco naquele ‘então tá’… e nem no eco eu ouço o “FICA” que eu tanto quis.

Amanheço como quem está numa cama de hospital depois de uma amputação. Meu próprio veneno me gangrenou e a mim não restou nada senão te tirar daqui.

E o teu fantasma sorrindo por perto de mim é um incômodo inexistente numa parte que arranquei.

Então tá. Tá, então. Quero duas doses de conformismo e uma cartela inteira de comprimidos de indiferença. Quem sabe assim eu suicido meu emocional que não sabe se comportar e anda correndo nu por aí.

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