Me seguro na inconstância

Essa insegurança acompanha a solidão

Estou prevendo o adeus de teus olhos

Esse par que não me contempla mais.

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A minha sedução se apartou de mim

É a quebra dos nós que forjamos

Os nós que nos atavam

O nós que nos fazia um

.

A disparada do meu peito descompassou

Em que momento eu te falhei?

Te desenhei nos meus afagos, não bastou?

Foi a minha sensibilidade que te afogou?

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Nem a minha mão estendida vale teu aceite

Eu não tenho mais o que ofertar

Só me restam correntes e palavras

Podes ir, não vou te acorrentar

.

Não te aparta nem mais um passo

Que eu não sei mais o que eu faço aqui

Meu passo curto não te alcança mais

Fecha as asas, os olhos, não foge de mim.

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