A distância física não importa, quando os teus pensamentos estão conectados aos meus. E apesar da falta que faz teu toque, é essa saudade que não larga de mim o que me move na tua direção. E nas tuas palavras é onde me abrigo, me sustento e me aqueço.

Por vezes me questionei o destino que nos fez tão longe… mas percebo que nem tão longe estamos quando vejo a tua presença vazando do mais raso de mim.

Eu me agarro à saudade que eu sinto de uma existência que eu pouco toquei e mal sei qual a textura. Me ato a uma ausência sentida que se aparta a cada passo e me aperta o coração em uma dor sem cor nem cheiro.

Me lanço e me abandono nesse turbilhão do eu que tanto se apega ao afago que não tem, nessa busca perdida de ti, que somes e me jogas além do que meus olhos alcançam.

E as minhas vontades são um mar de interrogações angustiantes que me deixam à mercê de incertezas sobre uma inexistência tão minha que teus olhos se materializam aqui.

É num verbo sem fim que me calo nessa tentativa angustiante de te convencer a cair em mim hoje, agora, de imediato e pra sempre.

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