Nesta semana o que mais me chocou foi um fato que assisti da janela do meu apartamento em uma terça de manhã.

Vi um senhor de casaco, que ia saindo para trabalhar. Ao lado dele vinha caminhando uma gatinha de três cores. Engraçado de ver, já que gatos não costumam seguir seus donos.

Foi quando o homem parou na frente de um muro e colocou a mão no bolso esquerdo do casaco. Tirou dali uma sacola plástica. Colocando a mão dentro da sacola, ele retirou dali o punhado de algo que eu não conseguia ver o que poderia ser e despejou a “coisa”, no tal muro.

Desconfiada, continuei olhando o homem que agora pegava a gatinha no colo e colocava-a sobre o muro onde ele havia despejado alguma coisa difícil de enxergar.

Era ração!!!

Descobri porque a gatinha começou a comer “aquilo” que tinha no muro.

O homem afagou a gatinha, botou a sacola plástica no bolso e … foi embora! Fugiu da gatinha enquanto ela comia!

Da janela eu me contorcia de ódio daquele homem que foi embora sem nem olhar para trás. E se a comida estivesse envenenada? Pobre da gatinha!

Fiquei de coração partido com o que eu vi, mas tendo dois gatos eu não posso adotar mais um. Pensei em todos os bichinhos que são abandonados assim… e se fizesse frio? E se chovesse? E se alguém fizesse algo de mau?  A gatinha é indefesa.

Saí da minha janela com os olhos marejados e fui me vestir porque precisava sair para trabalhar… não sem antes dar uma beijoca de tchau em meus dois bebês: Morfeu e Milk Shake.

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