De vez em quando o brilho do crepúsculo pesa e se liquidifica nos meus olhos. Parecem faltar as forças dentro do silêncio que me faz flutuar e, por vezes, me afoga.

E essa inquietação sem justificativas, nem pormenores, me faz padecer à exaustão, buscando por um impensável tão perturbador…

Dentro da tábula rasa que é o meu ser tem algo que se revolve sem conseguir sair. Existe em mim algo que estrangulo incansavelmente sem sequer ter uma definição do que seja.

E é no auge dos contorcionismos da minha essência que desabafo palavras compulsivas, insensatas, vazias de razão que as explique de forma minimamente plausível.

Sem fugas ou refúgios, deixo que vazem de mim as letras, os versos, as canções mudas que só a mim fazem sentido nas horas vespertinas mais solitárias…

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