Conheço uma pessoa que vive reclamando da vida. É porque o dia está nublado, é porque tem sol, é porque o ar é invisível, ou porque o céu é azul e a vida é bonita. Nada nunca é bom na vida desse ser. É sempre tudo ruim, triste, vazio, muito caro, feio, fedorento, chato, bobo e cara de mamão.

E dentro dessa deprimência de vida, a tal criatura acumula paranoias, hipocondrias, ignorâncias e teimosias que ninguém que frequente o mesmo círculo social é capaz de suportar tal presença por muito tempo sem ser estúpido. É de se questionar como anda o casamento desse homo sapiens sapiens tão absurdamente CHATO e infeliz.

Pois numa dessas tantas choradeiras do mar de lágrimas da chatice personificada, decidi dialogar. Do meu jeito, claro. Transcrevo o que se falou depois de uma vasta choradeira de ordem financeira e medicamentosa:

 

DebsLinda –  Tá. Mas me diz uma coisa, deve ter algo de bom na tua vida, me conta.

PthirusPubis – …

DebsLinda – Não é possível que não tenha nada de bom na tua vida, que te dê alegria, vontade de viver, essas coisas…

PthirusPubis – … é, só que…

DebsLinda – Então eu te sugiro o suicídio. Pensa bem, nada presta, tá tudo ruim na tua vida… é uma boa solução, além de não conviveres mais com teus problemas, poupas os ouvidos de muita gente, só sabes reclamar.

 

Não entendo até o presente momento porque é que eu só tive o silêncio do ser chatíssimo desde aquele dia.

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