Tem assuntos que chegam a apertar o coração só de pensar. Mesmo a gente sabendo que se foram, mesmo a gente sabendo que não tem que pensar nisso, mesmo sabendo que não passa de miragem. A teimosia sentimental é coisa triste… mas eu não supero algumas coisas. E, de certa forma, acho até que quero não superar, chego ao ponto em que até me orgulho disso, é o que parece me tornar mais humana, é o que me traz alegria em algumas manhãs e que traz bucolismo às minhas noites. As estrelas nunca mais foram as mesmas desde então.
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O que mais aperta o meu coração é saber ter perdido algo em algum momento que eu mesma nem sei definir. É estranho hoje em dia eu ver e rever páginas do passado que parecem todas impressas com o mesmo teor: let it go let it go… deixar que se vá, acho que foi justamente isso que eu fiz, eu cruzei os braços pra uma coisa que me era de grande valia e eu não sabia o quanto. Deixei partir sem pensar, sem duvidar de nada… na realidade deixei partir sem nem perceber que estava deixando a porta aberta pra partida.
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Ao mesmo tempo pondero e percebo que a culpa não é de todo minha, o destino por si só fez questão de virar as páginas por conta até tudo cair no esquecimento, mas o teor não muda… é let it go o tempo todo… deixar partir. A porta aberta, caso queiras… got it? O abraço que se fecha, o beijo que não mais é oferecido, o calor humano que se converte em sentimentos outrem que parecem indefiníveis por serem inacreditados.
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O pior é eu saber que tudo não passa de ilusão. Vi e vivi demais em uma esfera onde não havia nada disso pra ver nem pra viver. Não tenho culpa, o let it go na realidade era pra mim, desde ocomeço… let ME go, let ME go. Se o destino houvesse apenas me deixado partir sem ater-me a detalhes do caminho que trilhei, não haveriam essas marcas que ainda hoje me consomem, que ainda hoje não cicatrizaram e que permanecem latentes desde sempre.
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