Tranquei meu coração numa caixa
E deixei a razão voar sorrateira
A frigidez é dor física, talvez
Pagamento pela minha auto-traição.
 .
A solidão é auto-flagelo, companheira
A dor está lá, no coração guardada
Dentro da caixa, onde a tempestade reina
É na tempestade que meu ego se consome
 .
Chaves são para devorar, e o estômago
… – se suicidou por auto-digestão – …
o estômago levava morcegos pintados
Pra disfarçar, uma beleza artificial
 .
Quando cai o pano, as máscaras se vão
E eu quebrei meu próprio rosto em cacos
na hora de desfazer meu personagem
Sou só face… nada resta.

 

 

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