Cada minuto é contagem regressiva
Ao invés de mais um, é um a menos
E cada hora é nova despedida
Momentos bons ficando tão pequenos.

Tempo a cada dia a se esvair
Segundos em infindo esgotar
Nova época que começa a falir
Chão pisado em eterno alargar.

Então derrama-se em salgado pranto
A sombra das horas compartilhadas
Vendo o adeus despir seu falso encanto.

Olhando p’ras andanças mal-trilhadas
Percebe-se o tempo desperdiçado
E machuca, por pouco haver amado.

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