Onde isso te levou, inútil?
Esses olhos bem pintados
Cabelos bem arrumados
(por outrem)
Essa foto bem feita
(preta e branca)
Essa tua foto antiga
Essa tua roupa antiga
Essas tuas jóias antigas
Esse sofá velho
Esse cenário pré-moldado…
Teu crânio portador de tanta genialidade(?)
Aonde ele te levou, idiota?
Tanto tempo perdeste
Construindo um falso reino
Escrevendo…
Aonde tantos escritos te levaram, miserável?
Agora és pó, te faz satisfeita
Porque o que restou de ti
É um nome…
Quem foi?
O que fez da vida?
Tanto tempo
Tantos escritos
(medíocres)
E, ainda assim, viraste pó.
Ainda assim o que te resta é teu nome
Nem tua estória é conhecida, nem ela te resta…

Morte, seja bem-vinda!

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